segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia um – Tirando as teias


Em 2009 eu comprei uma bike nova. Uma "Track Bike' inteira de alumínio, com 18 marchas, modesta mas suficiente para meus anseios. Usei  ela umas três ou quatro vezes, pois o bicicleteiro que regulou ela da primeira vez, o fez porcamente. Certo dia eu fui andar pelas estradas de terra de Jaú e o meu pé-de-vela se soltou. Pronto! Era a desculpa que eu precisava para largar a bike e voltar para o aconchego do sedentarismo. Com uma alimentação relaxada, sem exercícios físicos eu estava feito um pão no forno: crescendo para tudo o que é lado.

Desde 2009 a magrela ficou lá em um canto do “quartinho da bagunça” na casa de minha mãe. Eis que um dia desses eu fui à banca e me deparei com a Revista Vida Simples. Era uma edição especial que falava só sobre Bicicletas e o hábito de andar de magrela, não como uma obrigação de exercícios físicos, mas como um estilo de vida. Algo de quem quer deixar a mesmice dos carros, trânsito e adotar um estilo novo gratuito e que de quebra ainda faz muito bem à saúde.

Acho que esse foi o estopim para eu mandar a bike para o bicicleteiro e tentar por a mão na massa. Quer dizer, no guidom. A bicicleta voltou reguladinha e pronta pra guerra e então resolvi por em ação o verbo TENTAR. Afinal de contas, essas coisas tem que fluir naturalmente, não se deve forçar. De cara percebi que para um sedentário como eu, em um primeiro momento a bicicleta é um teste de força de vontade. A primeira rua com uma subida mais íngreme já colocou a prova toda a minha motivação.

Sucumbi, confesso que dos 200 metros de subida pedalei metade em marcha pesada e estava indo bem. Mas a falta de prática, as teias de aranha, e a preguiça e conformismo ainda são coisas que estão enraizadas em mim. Mesmo assim a segunda lição da magrela não demorou a vir e desta vez foi boa. A subida era uma das ruas principais do meu bairro e à esquerda há várias ruas paralelas. Todas com um leve grau de inclinação.

Eis a lição, era bike me pedindo pra virar e curtir uns 200 metros de descida. Deu até tempo de se recompor tomar uma água na garrafinha e se concentrar para subir a rua seguinte. E assim foi. Eu andei o bairro todo em zigue e zague, alternando subidas e descidas, esforço e descanso. Ainda não comprei um velocímetro, mas pelos meus cálculos eu devo ter percorrido o modesto percurso de quatro ou cinco quilômetros. Uma vitória para um músico, jornalista e sedentário de carreira.

Essa foi a minha experiência depois de tanto tempo sem por o verbo agir em AÇÃO. Gostei, a próxima volta vou ousar um pouco mais e relatar aqui.

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